O novo partido “Leyamin Zion” foi oficialmente registrado em meio aos esforços para preencher o vácuo político da direita, com negociações em andamento com figuras importantes e pesquisas internas sugerindo potencial para conquistar dezenas de cadeiras no Knesset, segundo fonte do Arutz Sheva

Novos detalhes surgiram sobre o partido político que está sendo formado com o incentivo do rabino Benny Kalmanson, que ficou de luto: o Arutz Sheva apurou que o partido, "Leyamin Zion" (lit.: à direita de Sião), já foi oficialmente registrado no Registro de Partidos Políticos.
Uma fonte com conhecimento dos detalhes afirmou que o processo já está em andamento há vários meses e surgiu da compreensão de que os eleitores de direita estão em busca de um senso de pertencimento político e não conseguem encontrá-lo em nenhum dos partidos existentes.
"A mudança começou quando, há alguns meses, percebemos que havia um enorme vácuo no sistema político. Há muitos direitistas que entendem que a situação em que o Estado de Israel depende de partidos não sionistas não pode durar. No momento, não há nenhum candidato em quem eles estejam interessados em votar", diz a fonte.
A decisão foi criar um partido sionista de direita que declarasse não se juntar a um governo que dependesse de partidos não sionistas, sejam eles árabes ou haredi. "Não apoiamos boicotes, mas o governo não pode depender deles", explica a fonte. "Caso contrário, nada acontecerá, nem em relação ao serviço militar obrigatório, nem em qualquer outra questão fundamental."
Os fundadores do partido entraram em contato com diversas figuras políticas com a intenção de trazer candidatos conhecidos pelo público e que tenham demonstrado competência por meio de suas ações. Os nomes já divulgados são o do deputado Yuli Edelstein e o da ex-ministra Ayelet Shaked, com quem os fundadores mantiveram intensas conversas. Agora, podemos acrescentar que o novo partido está em contato com a ex-prefeita de Beit Shemesh, Aliza Bloch, o vice-presidente do Conselho Regional da Samaria, Davidi Ben Zion, e o pai enlutado Hagay Lober.
O partido busca promover dois objetivos centrais: renovar o movimento sionista religioso e oferecer um espaço político para os sionistas tradicionais. “Há uma sensação de que o partido que leva o nome do setor sionista religioso não representa mais sua identidade, tanto na questão do serviço militar quanto em sua abordagem setorial. Além disso, queremos servir como um lar para os sionistas tradicionais que consideram a unidade nacional um valor fundamental.”
Segundo pesquisas internas realizadas pelo partido, e com base em possíveis alianças futuras com outras forças de direita, o novo partido acredita que poderá conquistar um número de cadeiras na casa das dezenas. As pesquisas indicam que seu apoio viria quase igualmente de eleitores da oposição, incluindo apoiadores de Naftali Bennett, Gadi Eisenkot e Avigdor Liberman, bem como de eleitores alinhados à coalizão governista.
O partido afirma que também pretende atrair os eleitores haredi, enfatizando que a comunidade haredi deve participar das responsabilidades econômicas e sociais de Israel.
Dirigentes do partido estimam que o lançamento oficial será anunciado em cerca de duas semanas, quando se espera que seus principais candidatos sejam apresentados.