Na sexta-feira (3), a chef Monique Benoliel denunciou ter sido alvo de falas antissemitas em uma delicatessen no Leblon, no Rio de Janeiro. Segundo relato, ao pedir um produto típico consumido durante o Pessach, o matzá, teria ouvido do proprietário que estava “cansado de judeus” e que não venderia mais esse tipo de item. O estabelecimento foi notificado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) para prestar esclarecimentos.
O caso ocorre em meio a outros episódios recentes na cidade. Um bar na Lapa foi multado após exibir uma placa informando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não eram bem-vindos, enquanto outro restaurante publicou nas redes sociais mensagem semelhante. A Fierj afirmou que adotou as medidas legais cabíveis em todos os casos e destacou que não tolera qualquer forma de discriminação.
Os episódios vieram à tona durante o período de Pessach, uma das principais datas do calendário judaico, e chamam atenção para o aumento de manifestações antissemitas. Casos como esses, ainda que muitas vezes tratados como isolados, reforçam a importância de vigilância e de ações firmes para combater a discriminação e garantir o respeito à comunidade judaica no Brasil.