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Líbano só tem uma alternativa: Se livrar do Hezbollah

 




'Líbano está à beira do colapso', alerta ministro diante de crise humanitária e escalada militar

O ministro da Justiça do Líbano, Adel Nassar, advertiu que o país corre risco de "entrar em colapso" após cinco semanas de guerra e lamentou a intensificação dos ataques israelenses no sul do território. Em entrevista à RFI nesta segunda-feira (6), ele afirmou que o governo tenta avançar com uma solução diplomática, mas, esse esforço é minado tanto pela ofensiva de Israel quanto pela influência do Irã, que utiliza o território libanês como base estratégica.

Adel Nassar descreveu a grave crise humanitária e militar que o Líbano enfrenta devido ao conflito entre o Hezbollah e Israel. "Israel já está transformando parte do sul [do Líbano] em uma espécie de zona tampão, com destruições sistemáticas de habitações e vilas. A situação é dramática", garante. 

De acordo com o ministro da Justiça libanês, um eventual acordo só seria possível se incluísse a retirada do Exército israelense do sul do Líbano.

"O que o Líbano pode oferecer em uma negociação é um acordo que obrigue Israel a se retirar do sul e permita ao Líbano prosseguir com a retomada de controle do seu território e o desarmamento do Hezbollah. (...) Estamos convencidos de que o conflito deve parar", afirmou. 

Hezbollah

A escalada de violência se intensificou no domingo (5), quando bombardeios israelenses atingiram áreas do sul e a capital. Um ataque em frente ao principal hospital público de Beirute deixou cinco mortos, incluindo dois sudaneses e uma adolescente de 15 anos, segundo balanço do Ministério da Saúde. 

Na noite de domingo, um ataque também atingiu um apartamento na zona leste da capital, área até então poupada dos combates, matando três pessoas, entre elas um dirigente local das Forças Libanesas e sua esposa. O exército israelense afirmou ter visado um "alvo terrorista".

O conflito se agravou após o Hezbollah lançar, em 2 de março, um ataque contra Israel em resposta à morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel passou a bombardear diferentes regiões do país, inclusive Beirute. O número de vítimas ultrapassa 1.400 mortos e 4.500 feridos, além de mais de um milhão de deslocados, segundo dados oficiais libaneses.

Nassar afirmou que o governo decidiu "restabelecer o monopólio das armas" no país como caminho para negociações e como resposta diplomática às ofensivas. "Ou seja, vamos iniciar um processo de desarmamento do Hezbollah para abrir as negociações. Vamos também nos opor aos ataques israelenses por vias diplomáticas. Estamos conscientes de que, por vias militares, o resultado é a destruição do Líbano", explicou.  

Colapso institucional e apoio da comunidade internacional

"O Líbano passa de uma guerra para outra. Desde 1975, enfrenta uma crise econômica catastrófica e hoje o custo da guerra e as destruições são enormes. É evidente que o Líbano corre o risco de um colapso e precisa do apoio da comunidade internacional", disse à RFI. 

Segundo o ministro, países europeus, inclusive a França, têm auxiliado o Líbano, mas o apoio ainda é insuficiente diante das pressões externas. "Nossos problemas parecem internos, mas são, na realidade, regionais e internacionais, pois é o Irã que está armando o Hezbollah e forçando a participação do Líbano nesta guerra", concluiu Adel Nassar.


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