Sociólogo brasileiro enfrenta reação negativa após afirmar que 'lobby judaico' financiou Jeffrey Epstein.
O professor Jessé Souza apagou um vídeo do Instagram após líderes judeus condenarem a alegação que ligava os crimes do financista desonrado ao sionismo; ele emitiu um pedido de desculpas com ressalvas.
Yogev Israelense |
O sociólogo brasileiro Prof. Jessé Souza publicou um vídeo nas redes sociais contendo alegações antissemitas de que o falecido financista Jeffrey Epstein, agora desonrado, era financiado por um "lobby judaico", de acordo com uma reportagem do jornal brasileiro Estadão.
No vídeo, publicado no Instagram, Souza alegou que Epstein — que foi preso em 2019 sob acusações federais de tráfico sexual e morreu em uma prisão dos EUA em agosto daquele ano — era “o produto perfeito do sionismo judaico”. Ele afirmou ainda que Epstein “não só era financiado pelo lobby judaico, como o sionismo é a força motriz por trás de todos os crimes cometidos por ele”.
Jeffrey Epstein,( Foto: Registro de Criminosos Sexuais do Estado de Nova York/AP, Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Wikipedia )
As declarações geraram forte condenação da Confederação Israelita do Brasil, organização que representa a comunidade judaica no país. O grupo afirmou ser “lamentável que o Prof. Souza utilize sua posição acadêmica como plataforma para disseminar ódio contra os judeus”.
cena judaica
Após a repercussão negativa, Souza apagou o vídeo e emitiu um pedido público de desculpas. No entanto, segundo a CNN Brasil, seu pedido de desculpas foi ambíguo. Ele reiterou que “Epstein é um produto do sionismo como ideologia racista e assassina”.
תמיכה בישראל ברחובות סאו פאולו
Manifestação pró-Israel em São Paulo( Foto: Paulo Lopes/ZUMA Press Wire/Reuters )
Em uma declaração divulgada na terça-feira, Souza afirmou que se opõe a todas as formas de discriminação e insistiu que não acusou indivíduos ou qualquer grupo específico, mas sim uma “estrutura de poder”. Ele reconheceu que errou ao não distinguir entre o que descreveu como o “lobby sionista” e o “lobby judaico”, e expressou arrependimento pelo que chamou de mal-entendido.
Souza concluiu seu discurso criticando o que descreveu como “dois anos de silêncio absoluto diante do genocídio do povo palestino”.