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OS NOVOS PROTOCOLOS DO ANTISSEMITISMO

  


A diretoria da ASA deplora e combate o antissemitismo. Apontamos e denunciamos clichês que aparecem pelo Brasil, principalmente os de origem na extrema-direita e do nazismo. Eles podem aparecer até na fala de uma figura pública que se auto intitula de esquerda, como Jessé Souza. Em recente vídeo, falando de Jeffrey Epstein, Jessé atribuiu seu esquema a um domínio judaico de TODA a mídia mundial, assim como ao controle de governos, em escala global, por sionistas, e articulações da família Rothschild. Tais afirmações são componentes clássicos de antigas teorias antissemitas, que revelam ignorância preconceituosa e uma mentalidade que agride as melhores tradições de esquerda. Jessé Souza deletou e relançou vídeos (provavelmente sentindo a repercussão), e, para se proteger, repetiu aquela surrada história de ter judeus entre suas amizades. Mas manteve a determinação de definir Epstein essencialmente como agente de uma contra inteligência sionista, e seu esquema como mera armadilha de espionagem para pegar líderes mundiais e submetê-los a uma ardilosa extorsão geopolítica.


A ideia de que lobbies judaico-sionistas estendem tentáculos sobre governos e poderes econômicos despreza as causas estruturais e históricas de uma sociedade que é produtora — e não refém — de esquemas como os de Epstein. Nada do que Epstein representa se faz e desfaz por autorização de alguns manipuladores de marionetes. Epstein e outros do mesmo tipo só são possíveis em uma sociedade que desumaniza os fracos e empodera os ricos. 


O sistema capitalista não nasceu de uma confabulação de judeus, maçons, ou mesmo burgueses individuais. Trata-se do poder irrestrito do dinheiro que permite e sustenta "empreendimentos" como o de Epstein. Ele não é o único. É este poder que blinda certos envolvidos. Mas não se trata de um poder especificamente judaico, seja ou não sionista. A judeidade de Epstein é absolutamente irrelevante ao caso, e superdimensionar as ligações entre associados de Epstein com Israel ou o Mossad desconsidera esta irrelevância. E mais, menospreza o verdadeiro elo comum do "empreendimento": um alto status social da clientela composta de industriais, financistas, milionários, celebridades, condôminos, reis e apaniguados políticos do grande capital de todas as origens, credos e coordenadas geográficas.


O "empreendimento" Epstein — de conteúdo particularmente horripilante — obedece a uma dinâmica clássica dada pela forma como se organiza a economia do mundo atual. Os privilegiados podem desfrutar, orgulhosamente, de suas vidas luxuosas, sem limites. Podem chegar às práticas mais sórdidas, asquerosas e imorais, certos de que a posição e o prestígio garantem impunidade. Posição e prestígio fazem mais: estimulam a sensação de superioridade com que alguém da elite, em prol de seu prazer pessoal, se permite submeter um vulnerável às situações mais abusivas, ao considera-lo na categoria inferior de humanidade.


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