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Bennett defende um governo de unidade nacional, baseado no modelo de partilha de poder de 1984

O ex-primeiro-ministro israelense Bennett defende a formação de um governo de unidade nacional para romper o impasse político em Israel, invocando a coalizão rotativa de 1984 entre Shimon Peres e Yitzhak Shamir.



O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett defendeu a criação de um governo de unidade nacional nos moldes da coalizão rotativa de Israel de 1984, que viu o poder ser compartilhado entre Shimon Peres e Yitzhak Shamir. 

Discursando em um comício eleitoral em Efrat, diante de uma plateia da comunidade sionista religiosa, Bennett instou os líderes políticos a superarem as divisões arraigadas para resolver o prolongado impasse político em Israel.

 Traçando um paralelo com a coesão dentro do exército israelense, Bennett argumentou que a unidade em tempos de guerra deveria ser refletida na vida política. "Lutamos juntos em um tanque em Rafah, mas quando voltamos para casa, dizemos que não podemos governar com alguém que pensa diferente", afirmou, criticando a política de blocos rígidos que, em sua opinião, paralisou a governança.

Ao mesmo tempo, Bennett enfatizou que sua posição ideológica permanece firmemente à direita, acrescentando que suas opiniões se tornaram ainda mais rígidas desde os eventos de 7 de outubro. Opositor de longa data dos Acordos de Oslo e da retirada de Gaza, ele afirmou que os recentes acontecimentos tornaram essas posições “ainda mais evidentes”. Apesar do impasse, ele adotou um tom otimista, dizendo estar confiante de que o país poderia seguir em frente.


As declarações de Bennett provocaram reações imediatas em toda a oposição. Avigdor Liberman escreveu no X que "nunca se juntaria a Benjamin Netanyahu sob nenhuma circunstância". 

O líder da oposição, Yair Lapid, chefe do Yesh Atid, fez coro com a mensagem, publicando simplesmente: "Concordo".

Pôster em vídeo
Tensões na oposição israelense: Bennett promete não se juntar à coalizão com Netanyahu.

O ex-general Noam Tibon, que recentemente se juntou ao Yesh Atid, também se manifestou, denunciando a atual coligação como um "governo de fracasso e massacre" e apelando aos eleitores para que apoiem uma mudança política decisiva.


Enquanto isso, Benny Gantz, líder do partido Azul e Branco, enfatizou a necessidade de uma liderança ousada, capaz de unir a sociedade israelense. Em um discurso na Universidade Tel Hai, Gantz alertou que, sem unidade nacional, Israel corre o risco de reviver o trauma de 7 de outubro.

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