Uma pequena minoria judaica na histórica cidade desértica de Yazd condenou os ataques aéreos israelenses em solo iraniano como "brutalidade e bestialidade" e apoiou publicamente o apelo de Teerã por uma resposta militar decisiva e "esmagadora", informou o site de notícias local YazdRasa na segunda-feira.

Falando em nome de cerca de 150 fiéis, Khodadad Goharian, chefe da Associação de Judeus de Yazd, denunciou os ataques, relatados pela mídia iraniana como tendo matado civis "incluindo crianças inocentes", como "atos selvagens" que "feriram profundamente os corações de todos os iranianos".

A população judaica do Irã, que já foi superior a 100.000 sob a monarquia Pahlavi, é hoje estimada entre 3.000 (segundo veículos oficiais) e 10.000 (segundo demógrafos independentes), com comunidades concentradas em Teerã, Shiraz, Isfahan e cidades menores como Yazd, no centro do Irã. Apesar das proteções constitucionais ao judaísmo como uma das quatro religiões reconhecidas, os líderes comunitários operam sob rigorosa supervisão estatal, e os pronunciamentos públicos frequentemente refletem os discursos do governo.