Um circo montado em Jerusalém, com jovens judeus e árabes de sete a dezenove anos, é exemplo de como uma iniciativa simples pode auxiliar o processo de paz entre os dois povos.
A Jerusalem Circus Association foi idealizada há 11 anos pela professora de arte Elisheva Yortner, judia tunisiana que vive em Israel desde 1984. O objetivo era que o circo multicultural servisse como exemplo de coexistência pacífica e referência de ponte entre as culturas judaica e árabe. A idéia deu certo.
Em entrevista ao jornal israelense Haaretz, o jovem árabe Abdullah Taha, 19, conta que desde que entrou no circo ganhou diversos amigos judeus. Melhorei o meu hebraico e aprendi sobre os costumes judaicos. Seu colega de picadeiro Aaron Tobias, judeu, concorda, afirmando que o trabalho no circo me apresentou a outras culturas.
A primeira apresentação do grupo aconteceu em 2000, em uma escola no bairro de Katamon. Mas o Jerusalem Circus ganhou mais notoriedade no início deste mês de junho, quando se apresentou em Berlim, no castelo de Bellevue.
Enquanto aprendem mágicas e malabarismos, as crianças e adolescentes do circo estabelecem laços culturais pouco estimulados pelas autoridades israelenses e árabes. A organização do circo enfatiza que a proposta é proporcionar aos jovens uma oportunidade de se expressar artisticamente e em equipe, buscando um objetivo comum.
Fonte para entrevistas: Elisheva Yortner, formada em artes plásticas pela Universidade de Sorbonne e diretora da Jerusalem Circus Association.
Circo de Jerusalém Une Jovens Judeus e Árabes
terça-feira, agosto 09, 2005
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