A escritora egípcia Dalia Ziada — que apoiou Israel após o massacre de 7 de outubro, condenou o Hamas e foi forçada a fugir para os EUA para salvar a própria vida — escreveu no X: “Meu mundo inteiro desabou quando me manifestei publicamente contra o terrorismo do Hamas em 7 de outubro”. De fato, ela condenou publicamente o Hamas logo após o dia 7 de outubro.
O *Times of Israel* registrou postagens feitas por ela em 9 de outubro de 2023, nas quais condenava pessoas que apoiavam ou justificavam o Hamas e descrevia os assassinatos, sequestros e a violência sexual contra civis israelenses. Posteriormente, ela enfrentou forte reação negativa, ameaças e pressão jurídica no Egito, acabando por deixar o país rumo aos Estados Unidos. O "Jerusalem Post" noticiou, em março de 2024, que ela temia ser morta por extremistas ou presa pelas autoridades egípcias.
Em uma entrevista posterior, ela descreveu como islamistas radicais teriam ido à casa de sua família à sua procura, enquanto as autoridades egípcias se recusavam a oferecer proteção. Ela relatou que advogados também haviam apresentado acusações contra ela — incluindo suposta incitação e espionagem —, o que contribuiu para sua decisão de partir. “Meu próprio povo — egípcios, árabes e muçulmanos que odeiam judeus e se orgulham tanto de apoiar o terrorismo do Hamas — tentou me matar ou me prender por isso. Mas meus amigos judeus me salvaram milagrosamente. Todos os dias, desde então, Deus me mostra que tomei a decisão certa.”