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O líder do Hezbollah afirma que o grupo não se retirará do sul do Líbano

 O líder do Hezbollah afirma que o grupo não se retirará do sul do Líbano, em aparente rejeição ao cessar-fogo

Os comentários surgem após o presidente libanês, Aoun, ter classificado a proposta mediada pelos EUA como "última chance". * Netanyahu teria resistido à proposta do exército para uma operação terrestre no Líbano em meio à pressão dos EUA.

Um cartaz do chefe do Hezbollah, Naim Qassem, do lado de fora dos abrigos no Conjunto Habitacional Imam Ali, perto da cidade de Hermel, no vale do Bekaa, nordeste do Líbano, em 4 de fevereiro de 2026. (Joseph EID / AFP)
Um cartaz do chefe do Hezbollah, Naim Qassem, do lado de fora dos abrigos no Conjunto Habitacional Imam Ali, perto da cidade de Hermel, no vale do Bekaa, nordeste do Líbano, em 4 de fevereiro de 2026. (Joseph EID / AFP)

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirma que seu grupo continuará bombardeando o norte de Israel enquanto os ataques continuarem no Líbano, em comentários que parecem rejeitar o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e Beirute.

Em uma declaração escrita lida na Al-Manar TV, emissora do Hezbollah, na quinta-feira, Qassem afirmou que a exigência do acordo de que os combatentes do Hezbollah deixem o sul do Líbano sob fogo inimigo significaria “rendição, derrota e a conquista dos objetivos do inimigo”.

Enquanto aldeias libanesas forem bombardeadas e pessoas forem mortas, o norte de Israel não estará seguro, afirma ele.

“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, diz Qassem. “Não assumimos nenhum compromisso com nenhuma das partes de cessar a resistência enquanto houver ocupação.”

Qassem também insta o governo libanês a abandonar a "farsa" das negociações diretas com Israel.


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