O líder do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, afirma que os manifestantes extremistas Haredi que interromperam violentamente uma conferência das Forças de Defesa de Israel na noite passada em Bnei Brak, organizada pela Brigada Hasmoneia ultraortodoxa, devem ser tratados como terroristas.
“Como é possível que, no Estado de Israel, um soldado fardado não possa pôr os pés em Bnei Brak ou Mea Shearim sem ser atacado?”, questiona ele, em uma coletiva de imprensa antes de uma reunião de sua bancada no Knesset.
“Só podemos imaginar o que teria acontecido se soldados tivessem sido atacados na Judeia e Samaria [Cisjordânia]. Teria sido tratado como um ato terrorista — e é assim que aqueles que atacaram ontem devem ser tratados. Devem ser tratados como terroristas”, acrescenta Liberman.
Liberman afirma que nenhum parlamentar ou rabino ultraortodoxo condenou o ataque.
Os protestos dos Haredi contra o recrutamento militar obrigatório, que já duram meses, intensificaram-se nas últimas semanas, à medida que a coligação enfrenta forte pressão para aprovar legislação que regule a questão, enquanto as Forças de Defesa de Israel continuam a prender ultraortodoxos que se recusam a cumprir o serviço militar.
“Esta não é a ala marginal — esta é a corrente principal da liderança ultraortodoxa”, afirma, acrescentando que os partidos Haredi Shas e Judaísmo Unido da Torá devem ser “mantidos fora” da coligação.
“Se não fizermos isso, o Estado não sobreviverá — literalmente”, diz Liberman.
