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Rússia pede oficialmente que as operações da Agência Judaica sejam 'encerradas'


Ministros israelenses repreendem Moscou pela decisão de realizar ameaças contra organização que supervisiona a imigração para Israel; agência diz que as atividades continuam por enquanto
Rússia pede oficialmente que as operações da Agência Judaica sejam 'encerradas'

Uma vista do Kremlin com a Torre Spasskaya e a Catedral de São Basílio em Moscou, Rússia, 20 de junho de 2020 (AP Photo/Alexander Zemlianichenko)
As autoridades russas pediram oficialmente na quinta-feira a "dissolução" dos escritórios da Agência Judaica no país, apresentando um apelo nesse sentido ao tribunal distrital de Moscou, de acordo com um porta-voz do tribunal citado por meios de comunicação russos.
Isso representa um passo significativo na campanha da Rússia contra a organização para-governamental israelense, que facilita e incentiva a imigração judaica para Israel, ou aliá.
“O tribunal recebeu uma ação movida pelo principal departamento do Ministério da Justiça em Moscou solicitando a dissolução da… Agência Judaica”, disse o tribunal em um comunicado divulgado pela agência russa RIA.
Ekaterina Buravtsova, porta-voz do tribunal de Basmany em Moscou, foi citada por agências russas dizendo que o pedido foi feito após violações legais, sem fornecer mais detalhes, segundo a agência de notícias Interfax.
A audiência preliminar deste recurso está marcada para o dia 28 de julho.
Aparentemente procurando minimizar as preocupações, a Agência Judaica disse em comunicado que esta era apenas uma “audiência preliminar” e uma “continuação do processo legal” que já estava em andamento.
“Como afirmamos anteriormente, não faremos nenhum comentário durante o processo legal”, disse a organização.
No final do mês passado, as autoridades russas informaram à Agência Judaica em uma carta que planejavam tomar medidas legais contra o grupo. A Agência Judaica inicialmente procurou abordar este assunto silenciosamente e sozinha, mas desde então chamou o Ministério das Relações Exteriores de Israel para intervir em seu nome.
A Agência Judaica manteve durante toda a campanha russa contra ela que continua operando normalmente na Rússia por enquanto.
A postura agressiva do governo russo é vista como altamente incomum, vindo em aparente retaliação à posição de Israel na invasão de Moscou à vizinha Ucrânia, bem como à campanha em andamento de Israel contra o Irã na Síria, à qual a Rússia às vezes se opõe.
Rússia pede oficialmente que as operações da Agência Judaica sejam 'encerradas'


Vista da sede da Agência Judaica em Jerusalém, 29 de novembro de 2016. Foto (Yonatan Sindel/Flash90)
Ministros israelenses protestaram contra a ação do Ministério da Justiça da Rússia, com um dizendo explicitamente que estava ligada ao apoio de Israel à Ucrânia.
“Os judeus russos não serão reféns da guerra na Ucrânia. A tentativa de punir a Agência Judaica pela posição de Israel na guerra é deplorável e ofensiva”, disse o Ministro de Assuntos da Diáspora Nachman Shai em um comunicado.
“Os judeus da Rússia não podem ser separados de sua conexão histórica e emocional com o Estado de Israel”, disse ele.
A ministra de Imigração e Absorção, Pnina Tamano-Shata, disse estar trabalhando com o primeiro-ministro Yair Lapid e o Ministério das Relações Exteriores para tratar do assunto.
“Não há razão justificável para interromper as operações da Agência [judaica] e, portanto, há esforços diplomáticos em andamento para esclarecer a situação e resolver o assunto de acordo”, disse Tamano-Shata.
“Como sabemos cooperar com as autoridades russas há muitas décadas, não tenho dúvidas de que encontraremos soluções apropriadas”, acrescentou.
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores começou a intervir oficialmente em nome da Agência Judaica, tendo o embaixador israelense na Rússia Alexander Ben Zvi conversando com o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Mikhail Bogdanov, sobre o assunto, disse uma fonte familiarizada com o assunto na quinta-feira.
A fonte, que falou sob condição de anonimato, confirmou uma reportagem do site de notícias Walla sobre a intervenção do governo israelense.
Na reunião, Bogdanov negou que as medidas contra a Agência Judaica fossem uma forma de retaliação diplomática e disse que investigaria a questão, que autoridades israelenses viram como um desenvolvimento potencialmente positivo, embora permanecessem céticos, de acordo com o relatório.
No mês passado, a Agência Judaica, responsável por facilitar e encorajar a imigração judaica para Israel, recebeu uma carta das autoridades russas na qual faziam uma série de demandas difíceis – às quais a organização não pretendia aderir – e ameaçavam consequências legais se essas demandas não foram atendidas.
Embora a Rússia não tenha ameaçado explicitamente encerrar as atividades da Agência Judaica no país em sua carta, a capacidade da organização de operar lá seria severamente reduzida se Moscou seguisse seu ultimato.
Uma fonte dentro da organização disse ao The Times of Israel na época que as demandas não deveriam forçar a Agência Judaica a interromper completamente suas operações no país.
A saga evocou memórias da situação dos judeus na União Soviética, que foram impedidos por muitos anos de imigrar para Israel e de praticar abertamente sua fé.
A Agência Judaica, um braço não oficial do governo israelense, tem a tarefa de supervisionar e incentivar a imigração para Israel. As pessoas que desejam imigrar para Israel devem enviar solicitações por meio da Agência Judaica. A organização também executa programas educacionais e uma série de outras atividades.
Para facilitar esses esforços, a organização mantém escritórios em muitos países e cidades ao redor do mundo, incluindo Moscou. Nos últimos anos, dezenas de milhares de cidadãos russos imigraram para Israel, com cerca de 10.000 chegando apenas desde que a invasão russa começou no final de fevereiro.

Por JUDÁ ARI GROSS 

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