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Justiça do Rio de Janeiro absolve neonazista

Justiça absolve jovem acusado de exibir tatuagem de símbolo nazista em clube israelita.

Os desembargadores da Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio absolveram, no dia 24 de outubro, Luiz Vinicius Cosenza, acusado de exibir uma suástica tatuada no corpo e de fazer uma saudação nazista numa festa no Clube Israelita Brasileiro, em Copacabana, em dezembro 2010. 

O jovem havia sido condenado, em janeiro deste ano, a dois anos e um mês de reclusão no regime aberto, pelo crime de incitar discriminação contra o povo judeu, divulgando o nazismo. O advogado de Vinicius, Rodrigo Roca, entrou com um recurso pedindo a absolvição do cliente, o que foi aceito pelos magistrados.

Para a desembargadora Denise Vaccari Machado Paes, relatora do recurso, ficou comprovado, através dos relatos de testemunhas, que as pessoas presentes na festa não ficaram incomodadas com as atitudes de Vinicius, e que tudo não passou de uma “brincadeira de mau gosto”. Além disso, de acordo com a magistrada, não há provas de que a intenção do jovem, ao exibir sua tatuagem, era divulgar o nazismo.
Luiz Vinicius Cosenza

“O vasto material probatório revela que a conduta do apelante não ultrapassava as raias da admiração (ao nazismo), não se verificando qualquer elemento probatório indicativo de que o acusado veiculasse, difundisse, propagasse o ideário nazista, conduta esta vedada pela norma penal; (...) restou claro que todas as alusões ao regime nazista, ostensivamente, feitas em público pelo acusado se deram em tom de pilhéria – de péssimo gosto, evidentemente”, afirmou a desembargadora em seu relatório.

Após o episódio, em fevereiro de 2011, a polícia encontrou na casa de Luiz Vinícius, no Grajaú, revistas alusivas ao nazismo e conteúdo antissemita. O computador do rapaz foi apreendido. Foram encontradas fotos em que ele aparecia com a mão em riste como se fizesse a saudação nazista. 

Luiz Vinícius disse na delegacia que era grande admirador de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler e que estudava o assunto em sua monografia. O Ministério Público já havia pedido a absolvição do jovem.



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