De acordo com a professora Sara Rosemblum, do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade, foram comparadas amostras de caligrafias de 40 pessoas, metade delas com a doença em estágio inicial e metade saudável. Houve diferenças significativas nos resultados dos dois grupos, como comprimento, largura e altura das letras, tempo necessário para escrever e pressão exercida sobre a superfície do papel.
Pacientes com o “Mal de Parkinson” escreveram letras menores, com menos pressão na superfície da escrita e levaram mais tempo para completar a tarefa.
A diferença mais marcante foi o período de tempo que esses pacientes deixam a caneta no ar, entre o ato de escrever cada letra e cada palavra. "Enquanto o paciente segura a caneta no ar, sua mente está planejando a próxima ação no processo de escrita. E a necessidade de mais tempo reflete a menor capacidade cognitiva da pessoa.
Mudanças na escrita podem acontecer antes do diagnóstico clínico e isso pode ser um sinal precoce da doença", afirma ela. Validar esses resultados é o caminho para esse método ser utilizado no diagnóstico preliminar de uma forma segura e não invasiva.